Síntese semanal da literatura em ginecologia e obstetrícia. Toque em cada estudo para expandir.
Diante da reabertura do debate sobre um suposto vínculo com autismo/TDAH, a Society for Maternal-Fetal Medicine publicou statement atualizado (01/06/2026) reafirmando que o acetaminofeno permanece o medicamento de primeira linha para dor e febre na gravidez. A revisão da evidência não estabelece relação causal com transtornos do neurodesenvolvimento.
Coorte retrospectiva (154 gestações únicas assintomáticas, colo ≤25 mm detectado entre 24+0 e 33+6 semanas): iniciar progesterona vaginal não reduziu o parto prematuro espontâneo em relação à conduta expectante. O benefício consagrado da progesterona se concentra no rastreio de 2º trimestre.
Metanálise de 16 estudos (18.367 neonatos; 8.723 expostos): em gestações gemelares, o corticoide antenatal não reduziu de forma consistente mortalidade neonatal nem síndrome do desconforto respiratório, e associou-se a mais hipoglicemia e internação em UTIN. Certeza da evidência moderada a baixa.
Revisão do Green Journal mostra que o comportamento dos miomas na perimenopausa/pós-menopausa é variável — muitos persistem, alguns regridem pouco e parte continua crescendo. Sangramento ou dor exigem investigação sistemática para excluir patologia endometrial.
Coorte de 80 fetos com um ou mais rabdomiomas cardíacos diagnosticados no pré-natal. Um fluxo multimodal integrando ressonância fetal e sequenciamento de exoma em trio (trio-WES) melhora a predição de complexo esclerose tuberosa (TSC) e orienta o manejo perinatal.
Perfil imune profundo (citometria espectral) de 40 mulheres (28 com endometriose confirmada cirurgicamente): a doença associou-se a redução de células NK precoces no endométrio e aumento de linfócitos T CD8+ do tipo MAIT, com variação ao longo do ciclo. Pode ajudar a explicar subfertilidade e abrir alvos terapêuticos.