Síntese semanal da literatura em ginecologia e obstetrícia. Toque em cada estudo para expandir.
✓ Conferido contra a fonte primária em 24/07/2026Pesquisadores reanalisaram os dois grandes ensaios clínicos do Women's Health Initiative — o maior estudo já feito sobre reposição hormonal, com mais de 27 mil mulheres de 50 a 79 anos sorteadas para receber hormônio ou placebo. A pergunta desta vez foi específica: existe um perfil de mulher em que a reposição hormonal por via oral aumenta o risco de problema cardíaco? A resposta foi sim — e o que separa os grupos é o colesterol, não a idade.
Estudo com quase 85 mil gestantes acompanhadas nos Estados Unidos investigou uma pergunta pouco explorada: o herpes genital, muito comum e quase sempre tratado como assunto só do parto, pode antecipar o nascimento? Os dados sugerem que sim — e o detalhe mais importante é que o risco se concentra em quem tem crises ativas e não recebeu tratamento.
Revisão sistemática que reuniu 32 estudos e quase 31 mil mulheres com endometriose confirmada em exame de laboratório. O objetivo era responder a duas dúvidas frequentes no consultório: a endometriose desaparece depois da menopausa? E existe risco de a lesão se transformar em algo mais sério?
Dor na relação sexual é uma das queixas mais frequentes — e menos faladas — de quem convive com endometriose. Este ensaio clínico norueguês sorteou 81 mulheres de 18 a 45 anos com endometriose confirmada por cirurgia e dor pélvica ou genital. Todas participaram de um curso de manejo da dor; metade acrescentou 4 meses de exercício supervisionado semanal com treino do assoalho pélvico.
Depois da menopausa, o risco cardiovascular da mulher sobe. O exercício aeróbico já é reconhecido como protetor — mas e o treino de força? Esta revisão reuniu 60 estudos de musculação (com pelo menos 4 semanas de duração) em mulheres na pós-menopausa para medir o efeito no coração e na circulação.
A maior parte dos estudos junta todos os transtornos mentais num grupo só, o que torna difícil saber o peso específico da ansiedade. Este trabalho separou: comparou 225.326 gestantes com transtorno de ansiedade e 4.112.286 sem, em base nacional americana entre 2016 e 2021.